
GOVERNO VAI REFORÇAR CAPACIDADE DOS TPM – este é o titulo da primeira noticia do
Jornal Noticias de hoje, dia 18 de Março. E o jornal continua “
Esta garantia foi ontem dada pelo recém nomeado Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, na sua primeira visita de trabalho àquela empresa pública, tendo anunciado que já está em curso um processo de aquisição de novos autocarros com fundos próprios dos TPM...”
Durante a sua visita aos TPM, o ministro, segundo alguns trabalhadores, limitou-se a ouvir os membros de Direcção, tendo depois deixado algumas recomendações a camada laboral.
O senhor ministro também aproveitou a ocasião para visitar as instalações dos TPM, demostrando um ar preocupado e estressado, enquanto fumava o seu cigarro (sempre me disseram que fumar cigarro acalma os nervos). A medir pela carga que o espera, o senhor recem nomeado ministro tera que fumar muito cigarros.
Ora bem, ao que parece, o senhor recém nomeado ministro pretende passar a imagem de que ele, ao contrario do seu antecessor, veio para trabalhar. Se eu estiver errada por favor corrijam-me.
Senhor ministro, permita-me elogia-lo pela sua rapidez. Realmente o senhor não anda...corre. Em menos de uma semana, o senhor recém nomeado ministro já conseguiu encontrar a solução para a crise dos transportes em Moçambique: aquisição de novos autocarros com fundos próprios dos TPM...e a urgente a definição do modelo mais correcto de gestão e atribuição de responsabilidades para os diferentes sectores intervenientes em todo um processo. Confesso que nao entendi muito bem o que esta segunda medida quer dizer.
A minha preocupação é só uma: Porque é que o seu antecessor não foi capaz de descobrir tal solução tão magica? Ou será que foi ele quem descobriu a solução? Só que infelizmente, e porque ele com aquele ar calmo e pacato, ao invés de correr, andava. E porque andava devagarinho, demorou três anos para anunciar a solução e agora, como castigo para ele, caberá a si a tarefa de colher os louros. Que ironia não é? Tendo antecessores como o seu, eu também queria ser ministra.